Quero ser amiga das pessoas pelo que eu posso fazer por elas e não pelo que elas podem fazer por mim.

“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu amigo” (Provérbios 27.17)

Estava desejando escrever sobre esse tema. Talvez porque eu busco valorizar a amizade ou porque já vivenciei tantas experiências positivas e negativas a esse respeito.

Mas, o fato é que a amizade é algo muito importante para a nossa vida. Às vezes, conversando com pessoas próximas, ouço coisas do tipo: “Prefiro me manter a distância de amizades, pois já me frustrei muito, já me decepcionei demais com amizades”.

Normalmente a minha resposta para elas é: “Eu também já me decepcionei muito, mas ainda assim não desisto, porque existem pessoas em que vale a pena acreditar”.

Em uma conversa com uma amiga que tenho há muitos anos e que não mora na mesma cidade que eu, mas sempre que nos encontramos retomamos a conversa do exato ponto em que paramos, mostrando assim nitidamente a nossa afinidade, cheguei a algumas conclusões que, por permissão dela, destaco aqui.

Em nossa vida temos que organizar os conviventes em categorias:

  1. Confidentes – se tivermos 6 ou 7 em nossa vida inteira, são muitos, geralmente a maioria é da família. Nossos parentes podem até brigar conosco, mas nos amam como somos. Isso nos dá a liberdade de se “rasgar” a hora em que estivermos diante deles e de expor o que quisermos.
  2. Constituintes – são aqueles que passam por nossas vidas. Deixam marcas, às vezes boas, às vezes ruins. É como você dirigir um ônibus, alguns sobem ficam 6, 7 paradas e descem. Outros ficam apenas uma parada. Outros descobrem que pegaram o ônibus errado e nem iniciam o percurso. Outros vão a viagem inteira. São pessoas importantes, mas você é o motorista. Eles vão subir e descer, passar muito ou pouco tempo. Você deve continuar dirigindo, porque a sua chegada não depende delas. Em algumas situações, você que é a motorista, tem que mandar alguém que está fazendo bagunça descer.

Detalhe importante: Não abra coisas da sua vida para alguém constituinte, isso é coisa de confidente

  1. Camaradas – são aquelas pessoas que são indiferentes, não são amigas, mas são importantes, querem chegar no mesmo lugar que chegaremos. Por isso, pegam carona no nosso conhecimento, curtem o nosso Facebook, querem ganhar dinheiro como nós, serem bem-sucedidos assim como nós desejamos, alguns querem ser ministros como nós. Enfim, estão apenas lutando como nós. Muitos até “parecem” estar do nosso lado, mas, na verdade, só tem o mesmo objetivo.

Eu costumo dizer que amigo (amigo mesmo), é aquela pessoa que você pode ligar às 3 da manhã sem culpa, sabendo que pode contar com ela. Mas, quero deixar claro aqui que quero ser amiga das pessoas pelo que eu posso fazer por elas e não pelo que elas podem fazer por mim.

Amizade é troca, é ajuda, é ajuste. Como o texto citado acima diz é um afiar o outro e isso dói muitas vezes, e por medo dessa dor, fugimos, nos escondemos e abrimos mão de bons e preciosos amigos que poderiam nos ajudar a chegar mais longe.

Mesmo diante de dores, tristezas, decepções, eu não desisto de acreditar nas pessoas, porque sempre haverá aqueles em que valerão a pena o esforço, a credibilidade e a confiança.

Não conte quantos amigos você tem, mas com quantos você pode contar. Porque esses é que estarão com você no final das contas.

Aprenda a ser amigável de todos no mundo, mas saiba que nem todo mundo será seus amigos. E nem você será amigo de todos. Então, devemos pedir a Deus discernimento para saber até onde podemos ir com cada pessoa.

O fato é que nunca devemos colocar todos os ovos na mesma cesta, porque se ela cair quebrarão todos. Nunca coloque todas as suas expectativas e dedicação em uma única pessoa, isso é perigoso demais. Sempre que fiz isso, sofri e muito. Ter que reparar algo que foi quebrado é complicado.

Existem amizades que serão temporárias, outras serão apenas por algumas estações, mas existem aquelas que serão até o fim da nossa vida aqui na terra. Mas, quanto a estes, o próprio tempo se encarregará de nos mostrar.

É sabedoria da nossa parte aprender a discernir e usufruir de cada pessoa, fazendo o nosso melhor para elas.

Por Dione Alexsandra Ferreira – Publicitária, pós-graduada em Comunicação Digital; Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema; autora do livro “Jornada para a Liberdade”, publicado pela Editora Reinar e integrante do Departamento de Comunicação do Centro de Operações do Ministério Verbo da Vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Arrebatadosmag

Fonte Guiame